terça-feira, 3 de março de 2009

Kassab e Jânio

Conta-se que, quando prefeito da capital paulista pela segunda vez, Jânio Quadros, já com a saúde abalada, descuidou dos gastos da prefeitura. No segundo semestre de 1988, o último de sua gestão, não houve verba, por exemplo, para a compra das lâmpadas dos semáforos da cidade. Eu ainda não morava aqui, mas cidadãos conscientes e atenciosos, classe cada vez mais rara, já me falaram desse episódio algumas vezes.

Contamos desde então 20 anos, e por esses dias recordo tal história no percurso casa-trabalho. A quantidade de semáforos com lâmpadas apagadas é danada! Braz Leme, Sumaré, Pacaembu, Pedroso de Moraes, Heitor Penteado, Cruzeiro do Sul, em todas essas avenidas podemos contar semáforos caolhos, quando não totalmente apagados, em pelo menos um de seus cruzamentos. Voluntários da Pátria, Mourato Coelho, Canadá, viadutos da Vergueiro sobre a 23 de Maio... Parece que a razão desta vez não é caixa vazio, houve problemas no cronograma da licitação para compra das lâmpadas. A se cumprirem os prazos comumente observados em tais trâmites...

Deve ser esta uma das premissas do tal choque de gestão: "Chefe, precisamos de lâmpadas para os faróis, vamos licitar!", "Que licitar nada, pega mais uma lá no almoxarifado", "Chefe, já zeramos o estoque!", "Relaxe, meu caro, o congestionamento na cidade só piora, para que mais lâmpada daqui pra frente?"

Um comentário:

Daniel Caetano disse...

É o que eu sempre digo: pra que "alumiar" se podemos "obscurecer"?
:P