<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438</id><updated>2011-11-26T21:51:25.777-02:00</updated><category term='sociedade'/><category term='otimismo'/><category term='reflexões'/><category term='poesia'/><category term='São Paulo'/><category term='culinária'/><category term='viagem'/><category term='esperança'/><category term='pessimismo'/><category term='música'/><category term='educação'/><category term='Português'/><category term='civismo'/><category term='cotidiano'/><category term='política'/><category term='escrita'/><category term='Engenharia'/><category term='cidadania'/><category term='Minas Gerais'/><category term='história'/><category term='saúde'/><category term='livros'/><category term='Metallica'/><category term='crônica'/><category term='trabalho'/><title type='text'>Mesa 42</title><subtitle type='html'>PALAVRAS (&lt;i&gt;DES&lt;/i&gt;)PRETENSIOSAS EM COLÓQUIOS DE BAR</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>28</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-5303762660645428524</id><published>2011-02-06T21:49:00.005-02:00</published><updated>2011-02-08T09:56:20.088-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escrita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>O que procuramos em um dicionário?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Comprar um dicionário é, aparentemente, uma tarefa simplíssima. Basta ir à livraria (na rua, no shopping, na internet), procurar por aquele dicionário que todos conhecem ou pelo que estiver mais barato e fim de papo. É assim que muita gente faz. E era para ser diferente? Depende de alguns fatores: para quem se destina, que uso será feito dele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucos dias, fui à livraria atrás de um dicionário que eu considero muito bom. Como não havia nenhum exemplar dele na estante, resolvi consultar os outros disponíveis como a lhes dar uma chance de me cativarem. Demorei ali uns bons minutos. Eu já estava no fim da prateleira quando se aproximou uma mulher acompanhada pela atendente, que lhe apontou os dicionários. A mulher foi direto ao primeiro da prateleira, exatamente o que eu considerei o pior até então. Sequer o abriu para conferir se, ao menos, tinha uma fonte em tamanho legível ou se o preço era menor, nada. Bateu o olho, pegou, saiu. E pensei comigo &lt;i&gt;"Será que ela sabe o que ela precisa comprar?"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que serve um dicionário? Essa é fácil, responderá o leitor, serve para conhecermos o significado das palavras e esclarecermos alguma dúvida relacionada à ortografia. Realmente, quem usa o dicionário só pra isso vai mesmo se contentar com qualquer um, inclusive com o tal que a mulher escolheu e eu achei bem ruinzinho. Mas um dicionário não se presta apenas para listar sinônimos e para ensinar ortografia. Neste texto falarei sobre apenas mais uma utilidade, que considero importantíssima àqueles cujo ofício os obriga a redigir documentos e, principalmente, cuja formação não se deu em uma Faculdade de Letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frequentemente ouvimos frases como "Fulano era a pessoa que eu mais gostava". Para quem não entendeu o que há de errado, adianto que, na falta de uma gramática, um bom dicionário informaria que quem gosta gosta de algo ou de alguém e, por isso, o tal fulano era a pessoa de quem o beltrano mais gostava. Ah, isso é frescura de acadêmico, ninguém precisa falar assim, o importante é que a mensagem seja entendida, já ouvi muito de colegas engenheiros essa desculpa. Isso é argumento de gente preguiçosa. Alguma concessão pode ser feita à comunicação oral e à escrita em situações bastante informais. Mas erros básicos de regência encontramos aos montes em textos jornalísticos (inclusive dos grande jornais do país), que, assim como nossos documentos técnicos e científicos, devem seguir as normas gramaticais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há verbos e nomes cuja regência nos dá belas rasteiras. E como é difícil encontrar um dicionário que contenha regência verbal e nominal! Os mais conhecidos nada dizem a respeito, restrigem-se a apontar, no caso do verbo, se ele é transitivo indireto e só. Uai, isso é meia informação; se é indireto, que preposição ele exige? Outro dia uma pessoa chegou a mim com dúvida sobre a regência do verbo perdoar: &lt;i&gt;"Eu perdoo uma falta de alguém ou perdoo alguém por alguma falta?"&lt;/i&gt;. Como as gramáticas só costumam trazer meia dúzia de casos de regência, é mais fácil, nos momentos de aperto, consultar um bom dicionário. E não precisa ser um desses dicionários imensos e pesadíssimos, há minidicionários que trazem regência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;perdoar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;v&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;td&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;: &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Perdoar uma indelicadeza.&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;vti&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;+ a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;: &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;perdoar aos inimigos.&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;vtdi&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;+ a: &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Perdoamos ao rapaz a ofensa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um professor meu diz que há dicionários comerciais e dicionários completos. Aprendamos nós, que em nosso trabalho devemos obediência ao bom Português, a extrair dos últimos toda informação que nos ajude a não desrespeitar nosso idioma.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-5303762660645428524?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/5303762660645428524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=5303762660645428524&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/5303762660645428524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/5303762660645428524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2011/02/o-que-procuramos-em-um-dicionario.html' title='O que procuramos em um dicionário?'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-7301891542638786032</id><published>2011-01-24T21:44:00.001-02:00</published><updated>2011-07-02T23:19:07.340-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='otimismo'/><title type='text'>Por que caminhos?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alcançamos! À nossa frente, os derradeiros metros do caminho iniciado há certo tempo, ao fim dos quais nos aguarda o objetivo planejado e - oh, Deus! - a possibilidade de novas estradas a trilhar. A que lugares nos levarão? Por que terras hão de nos conduzir? Angustia-nos o desconhecimento do outro lado daquela serra que, majestosa e desafiadora, se ergue ao término desta reta final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/TT3g59dV1wI/AAAAAAAAAaM/qMv20QSNg3o/s1600/fernaodias.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://4.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/TT3g59dV1wI/AAAAAAAAAaM/qMv20QSNg3o/s200/fernaodias.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O que encontraremos lá adiante?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Um dia imaginamos uma terra acidentada, cujas elevações se sucedem espremendo os regatos, que de repente despencam em belíssimas cachoeiras, mas por lá serpenteiam caminhos de rampas bastante íngremes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes é uma terra triste, que contempla o brilho do astro-rei em raros dias, mergulhada em constantes brumas ou encoberta por cinzentas nuvens de chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outras, uma terra bastante povoada, onde se erguem belos monumentos e, vez ou outra, uma obra desengonçada, por entre os quais se vive o quotidiano frenético de inúmeras tarefas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também vimos uma iluminada terra de planícies úberes, quem sabe pouco explorada, cortada por rios de curvas suaves, através da qual vencemos as distâncias sem maiores sobressaltos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdemo-nos em mil conjecturas. Como insistimos neste vão exercício para a mente, afiadíssima faca para o estômago!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheceremos o outro lado ao atingirmos o patamar mais alto, e vislumbraremos, em todas as direções, os caminhos por que podemos seguir. A cada incremento registrado no hodômetro, aumentamos nossa bagagem. Se desconhecemos o devir, temos nossa experiência e a companhia de quem se importa conosco, de quem está a postos para compartilhar não só a alegria diante de magnífica paisagem, como também a ansiedade que turva nossa tomada de decisão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-7301891542638786032?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/7301891542638786032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=7301891542638786032&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/7301891542638786032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/7301891542638786032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2011/01/por-que-caminhos.html' title='Por que caminhos?'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/TT3g59dV1wI/AAAAAAAAAaM/qMv20QSNg3o/s72-c/fernaodias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-3767700849722496430</id><published>2010-11-11T15:13:00.003-02:00</published><updated>2010-12-01T13:30:55.109-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Multar para educar ou para arrecadar?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nos últimos dias, ouvi queixas de dois professores sobre a fiscalização recém implantada na cidade para multar os motoristas que desobedeçam ao sinal vermelho nos cruzamentos durante a madrugada. Um professor não conhece o outro, o primeiro explicitara ira, o segundo construiu fina ironia. Todavia tinham em comum a incompreensão da postura do Poder Público para com os motoristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/TNwP_Wm0jTI/AAAAAAAAAL4/VTCc4STyvaQ/s1600/semaforo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="151" src="http://2.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/TNwP_Wm0jTI/AAAAAAAAAL4/VTCc4STyvaQ/s200/semaforo.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Quem fura, paga. Quem não fura...&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Até pouco tempo atrás, a própria Polícia Militar recomendava que se evitasse permanecer parado nos cruzamentos entre a meia-noite e as seis da manhã, a fim de se evitar abordagem de assaltantes. Mesmo que o motorista tivesse o azar de ser flagrado por algum agente da Companhia de Engenharia de Tráfego "furando o sinal", dificilmente ele receberia multa. Este ano, em vários cruzamentos foram instalados equipamentos que registram os carros que desobedecem ao sinal de parada, mesmo nos horários de pouco movimento e maior risco de assalto. A multa é de R$191,54. Agora o motorista se vê em outra encruzilhada além daquela por onde trafega: ou ele reza para que o sinal verde apareça a tempo de sua vida manter-se a salvo, ou reza pela benevolência de quem julgar procedente o recurso que ele queira impetrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu me lembrei da polêmica mudança de horário de funcionamento das feiras livres ordenado pela Prefeitura de São Paulo no início do ano enquanto conversava com um amigo sobre o que deve motivar o Poder Público a usar um instrumento punitivo como as multas. Os feirantes foram obrigados a desmontar suas barracas até as 12:30, sob pena de serem multados e até suspensos. Ninguém entendeu o intento da administração municipal com a medida, que ocasionou reclamação tanto de compradores - que principalmente nos finais de semana não queriam se apressar em fazer a feira - como de feirantes - que gastam parte razoável do tempo para montar e desmontar suas bancas. Como de fato nada justificava a mudança e os protestos eram muitos, o prefeito teve de rever a determinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desses dois exemplos, outros bem servem para mostrar como o Poder Público subverte a finalidade da multa, empregada meramente como um instrumento de arrecadação, em vez de um mecanismo que induza o comportamento dos cidadãos. Trata-se de uma postura tão consolidada em nosso país que eu a imaginava com origem bastante antiga. Será que seguidas gerações foram moldadas culturalmente para se habituar a esse paradigma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada como uma visita aos sebos para aumentarmos nosso cabedal. A um despretensioso folhear de exemplares amarelados pelo tempo e encardidos de poeira, acabamos por descobrir algumas curiosidades da vida política brasileira. Ano de 1556. Vila de Santo André da Borda do Campo, fundada 3 anos antes por&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_ramalho"&gt;João Ramalho&lt;/a&gt;, localizada próxima à vila de São Paulo. As decisões da vila eram tomadas não por João Ramalho, mas pelos vereadores reunidos na Câmara ou Casa do Conselho. À época, as vilas não tinham prefeito, esse cargo só surgiu no Brasil, nos moldes que conhecemos hoje, em 1930. O Conselho era presidido por um juiz, denominado Juiz Ordinário ou juiz de dentro, espécie de prefeito naquele período. Segundo Viriato Corrêa, no livro &lt;i&gt;Terra de Santa Cruz: Contos e Crônicas da História Brasileira&lt;/i&gt;, o ordenado do juiz ordinário da vila de Santo André era de 800 réis por ano, o que lhe permitia uma vida de príncipe em comparação aos demais moradores. Os vereadores não recebiam salário, mas o Conselho não se reunia com frequência, passavam-se semanas, até meses, entre uma sessão e outra. Todavia, se um vereador não comparecesse, era multado em 1 tostão, o equivalente a 80 réis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o vereador que se ausentasse pagava, em 1556, multa equivalente a 10% do ordenado anual do juiz ordinário. À primeira vista, tem-se a impressão de que, na vila de Santo André, zelava-se com muito empenho para que os vereadores cumprissem bem suas responsabilidades. Mas havia outras intenções camufladas por trás de tanto zelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/TNwKA4UZl9I/AAAAAAAAAL0/5euUIZqLyuI/s1600/joao_ramalho.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/TNwKA4UZl9I/AAAAAAAAAL0/5euUIZqLyuI/s200/joao_ramalho.jpg" width="125" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Na vila de João Ramalho,&lt;br /&gt;nem o juiz tinha salário&lt;br /&gt;para pagar as multas.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;A vila era pobre, o ordenado dos moradores era muito apertado. Contudo, &lt;i&gt;"o leitor se escandaliza diante da disparidade das multas, comparada com o valor do dinheiro naquela longínqua quadra quinhentista"&lt;/i&gt;. As menores multas eram no valor de 100 réis. O forasteiro que entrasse na vila com seus pertences para nela morar sem licença pagava 500 réis. O morador que se retirasse da vila sem licença pagava 500 réis ao voltar. Era necessário recolher o gado ao curral ao fim do dia para evitar que ele danificasse as roças ou que fosse atacado pelas tribos que se opunham à colonização; o morador que não recolhesse o gado pagava 100 réis por cabeça. Como os lavradores saíam para trabalhar na roça, as crianças e os enfermos ficavam sozinhos em casa, expostos, portanto, aos ataques inimigos. A Câmara, assim, designava turmas de lavradores que iam para a roça e turmas que ficariam guardando a vila; quem desobedecesse ao revezamento era multado em 150 réis. Relembrando: o maior salário da vila, o do juiz, era de 800 réis por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chama a atenção do autor não o rigor das leis, que eram necessárias frente às ameaças de toda natureza que a colonização enfrentava naqueles seus primórdios. O que se destaca é&amp;nbsp;&lt;i&gt;"o extorsivo vulto das multas que se impõem ao povo". Ao final,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;sua opinião é incisiva: &lt;i&gt;"Tem-se a impressão de que a municipalidade, não podendo arcar com os encargos normais por falta de numerário, quer arrancar, seja como for, o pêlo do povo. [...] Se se não extorquir o povo, os cofres municipais nunca terão dinheiro."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/TLdwK80flBI/AAAAAAAAALw/H7ptak13x6o/s1600/CamaraSP.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://3.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/TLdwK80flBI/AAAAAAAAALw/H7ptak13x6o/s200/CamaraSP.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Câmara de Vereadores de S.Paulo&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Uma rápida busca na internet nos informa que, em abril de 2009, na cidade de São Paulo, o salário mensal do prefeito era de 12 mil reais, e o de vereador, 7 mil reais. As sessões ordinárias da Câmara Municipal de São Paulo acontecem às terças, quartas e quintas. A multa por ausência do vereador equivale a 1/20 do salário, conforme Artigo 124 do &lt;a href="http://www.camara.sp.gov.br/central_de_arquivos/homepage/Regimento-Interno-2010-03-18.pdf"&gt;Regimento Interno&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;Duas contas rápidas e concluímos que, em 2009, o vereador que se ausentasse pagava multa correspondente a 0,2% do ordenado anual do prefeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, a Câmara tem sessões 3 vezes por semana, o que dá algo entre 13 e 14 sessões por mês. O desconto de 1/13 guarda apenas 180 reais de diferença para o de 1/20, é pouco frente ao salário de 7 mil, que não considero absurdo. Absurdo é não haver preocupação sequer em se adotar uma medida coerente para quantificar a multa ao vereador que se exime de sua obrigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lamentável constatar que não apenas a municipalidade permanece aplicando multas como forma de&amp;nbsp;saciar seu&amp;nbsp;furor arrecadatório, como também a boa conduta dos vereadores deixou de ser merecedora de rígida cobrança por parte da sociedade. Para fins de arrecadação, há impostos e taxas. O caráter da multa é mais educativo ou punitivo, como forma de impedir atitudes consideradas danosas ou indesejáveis do ponto de vista social. Pioramos desde João Ramalho. Hodiernamente, quando se multa para "educar" nossos representantes, a mão é suave como uma carícia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-3767700849722496430?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/3767700849722496430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=3767700849722496430&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/3767700849722496430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/3767700849722496430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2010/11/multar-para-educar-ou-para-arrecadar.html' title='Multar para educar ou para arrecadar?'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/TNwP_Wm0jTI/AAAAAAAAAL4/VTCc4STyvaQ/s72-c/semaforo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-2299881971870026048</id><published>2010-10-18T18:58:00.006-02:00</published><updated>2010-12-01T13:45:51.920-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Minas Gerais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Noites altas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Naquele tempo, eram os pés de moleque que suportavam nossos pequenos passos, débeis pela angústia e de destino certo pelo hábito. A luz amarela despejada do alto dos postes destacava o resignado desfile de sombras nas paredes caiadas que emolduravam a ladeira. O silêncio daqueles ares frios abafava sons escapados de cada veneziana fechada, ecos da inquietação capitaneada por quotidianas lembranças amargas. Um abraço curto e fugidio, o trato ignominioso, as acusações pérfidas, gestos ferinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo, a torre elevava-se a alturas que impressionavam aos velhos e aos meninos. Temíamos todos a sinfonia do seu inalcançável campanário, trovões que regravam mais que nossas comezinhas tarefas, invadiam-nos, sem escusas, a nos dizer que nada se mantinha oculto. Aos pés da torre, contemplávamos as frágeis construções acomodadas sobre o mar de morros, encaixadas no sinuoso vale rasgado pelas águas barrentas que os antigos julgaram dignas do santo nome protetor daquela terra, onde tantos se atiravam a saciar apetites torpes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo, enleavam-se nossos sentidos com a brisa de dama da noite, com a quietude pétrea, com o piar das corujas. A longa escadaria apartava-nos das surpresas que nos espreitavam em cada esquina. Agora não há mais precisão daqueles muitos degraus. Conheci outras serras, ouvi o dobrar de outros bronzes, enquanto à noite ainda te afliges entre os mesmos gigantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-2299881971870026048?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/2299881971870026048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=2299881971870026048&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/2299881971870026048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/2299881971870026048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2010/10/noites-altas.html' title='Noites altas'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-8415253110379144699</id><published>2010-10-01T20:31:00.003-03:00</published><updated>2010-12-01T13:49:45.432-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esperança'/><title type='text'>Os frutos de cada estação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A tarde de hoje seguia modorrenta e a reunião apática. Durante o providencial intervalo para o café, tomei a esmo uma das revistas de variedades dispostas sobre a mesinha de centro da recepção. Interessei-me ao ver que um dos artigos era assinado por uma amiga, que expôs em algumas linhas o que significou pra ela chegar aos 30 anos. Nada do tom jocoso com os clichês relativos às preocupações femininas nessa etapa da vida, nada da sutil amargura por não ter realizado os planos que almejara em sua adolescência. Ela registrava apenas o doce sabor do contínuo aprendizado do qual só nos damos conta vivendo cada fase da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reunião terminou e pude conferir os &lt;i&gt;sms&lt;/i&gt; que recebera durante a tarde cinzenta. Em um deles, um amigo lembrou-me de uma troça dos nossos tempos de graduação, tempos esses não tão distantes assim, não sou tão velho quanto o uso do substantivo troça pode sugerir ao leitor. Como não entendi a brincadeira na hora, perguntei do que se tratava, ao que ele me respondeu estar apenas relembrando "os bons(?) tempos". Cogitei em escrever de volta "É, bons tempos que não voltam mais", mas a remeter-lhe um lugar-comum, melhor seria recolher-me ao silêncio. O diabinho sugeriu-me "Como assim bons se era uma dureza só?", o que me pareceu meio egocêntrico. Julguei que um simples "Ah, meu amigo, eram bons tempos" expressaria, na brevidade de um &lt;i&gt;sms&lt;/i&gt;, o sentimento de que, não obstante as adversidades e as angústias, ganhamos muito e desfrutamos o que, dentro do possível, tivemos vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar em casa, notei na caixa de correio uma resma de papeis à minha espera. Em meio às corriqueiras contas a pagar, muita propaganda de candidatos a deputado. Embora já tenha definido em qual candidato à Assembleia votar no próximo domingo, resolvi ler os dois folhetos que relatavam a atuação dos candidatos na atual legislatura. Nisso me detive em frente à minha porta, santinhos à mão esquerda, chaveiro na direita. Despertei daquilo com passos vindos da escada. O vizinho chegou e ainda me viu entretido com os santinhos. "Então abarrotaram sua caixa também?", "Eles precisam dar um fim nisso até amanhã, não é?", "Mas esse inferno termina domingo". Concordei com um "Graças a Deus!", e na hora atentei para meu equívoco. Em outros tempos, também não tão distantes assim, era um anseio de quase todos no país que vivêssemos o clima de uma campanha eleitoral, as discussões abertas, o questionamento de propostas e, principalmente, a livre escolha de nossos representantes. Não havia a profusão de santinhos, contudo vivia-se sob outras restrições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os 30 anos são piores que os 20? A vida universitária é boa se comparada à fase pós-formatura? As campanhas eleitorais são intoleráveis a ponto de darmos "Graças a Deus" quando se encerram? Não podemos nos esquecer de que cada época nos reserva asperezas, assim como cada estação seus frutos. Aproveitemos, pois, o fruto que ora colhemos, obtido a partir de um semear de muito sacrifício.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-8415253110379144699?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/8415253110379144699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=8415253110379144699&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/8415253110379144699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/8415253110379144699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2010/10/os-frutos-de-cada-estacao.html' title='Os frutos de cada estação'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-7905036432746658842</id><published>2010-05-08T16:56:00.005-03:00</published><updated>2010-12-01T13:25:29.931-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Besouros que ainda não sabemos encontrar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cheguei à avenida Paulista com antecedência de vinte minutos. Tanta precaução fora motivada pelo temor de enfrentar um congestionamento inesperado como o que causou meu atraso na semana anterior. Decidi aproveitar aquele quarto de hora com um saboroso café na companhia do Loyola Brandão. Saquei da mochila uma coletânea de crônicas suas e iniciei a leitura de "O raro besouro que abre portas", aberta ao acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narrativa singela de um encontro do narrador com um garoto que brincava na calçada com um besouro-cadeado. Lá pelas tantas, o cronista deixa escapar que estava em busca de um besouro que abrisse corações. Enquanto sorvia meu expresso deliciosamente amargo, refleti sobre aquela confissão; que coração ele tanto queria aberto? O de uma mulher ainda resistente a suas investidas? Ou o seu próprio, inescrutável? Seriam os de amigos próximos, vizinhos, moradores desta cidade que, se deixarmos, pode nos conduzir a um crescente isolamento? Reparei que, no balcão, alguns clientes usavam fones de ouvido. Na verdade, eu era o único dos quatro que não os portava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha reflexão sobre o casulo em que os urbanoides nos envolvemos foi interrompida pela chegada de uma mulher a arrastar consigo a filhinha. Na outra mão, as compras na butique de grife. Dirigiu-se à atendente com artificial intimidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, amada, eu quero aquele seu café divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A funcionária mantinha a sobriedade como que acostumada àquele tipo de tratamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois não. A senhora deseja puro ou com leite?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança tocou levemente a perna da mãe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe, você vai comprar o chocolate?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Linda, eu quero puro, agora me ajuda, ela quer um chocolate. Mas raciocina comigo, amada, é melhor eu levar o bombom ou um tabletinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A senhora pode ficar à vontade para escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe, leva o bombom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quieta, deixa a mãe escolher! Amada, tá vendo só, ela insiste no chocolate. Sabe como é apetite de criança. Hoje ela não quer comer nada, amada, só almoçou porque prometi um doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui está o café da senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai, amada, esse cheirinho de café é uma coisa! Vou te dizer, linda, eu não fico um dia sem ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe, e o bombom?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sossega antes que eu te leve embora, hein. Amada, você tem adoçante? Você não acredita, linda, mas eu engordo só de pensar em açúcar. Amada, você me vê então o bombom?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois não, senhora. Aqui está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigada, amada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltou-se à filha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora pegue o chocolate, pegue, e chega de doce por hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me flagrei incomodado com tanta mesura sem lastro, como se eu fosse aquela atendente. Ela já atendia outro freguês que se aproximou. Ao longe, notei a menina levada pela mãe. Uma segurava seu bombom quase sem alegria, a outra conferia frenética os novos casacos expostos na vitrine. E, tal como o Loyola, desejei naquele instante um besouro que abrisse corações.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-7905036432746658842?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/7905036432746658842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=7905036432746658842&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/7905036432746658842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/7905036432746658842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2010/05/besouros-que-ainda-nao-sabemos.html' title='Besouros que ainda não sabemos encontrar'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-726313689628934895</id><published>2010-04-27T11:09:00.005-03:00</published><updated>2010-12-01T14:47:28.971-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Notas esquecidas no baú I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Antigamente, tinha sabor do provisório. De duas formas. Sabia que, dali em breve, narraria as aventuras acompanhado de café-com-leite, bolo e biscoitos. E - melhor que isso - embora o derradeiro dia fosse data incerta, sua chegada era inevitável e traria consigo o término das deliciosas andanças. Partia-se de lá com entusiasmo, e de cá com apetite pelo devir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, lá fora, o deserto. A cidade, uma monótona fotografia, a muito custo se notam as sutis reinações de Cronos, denunciadas pelo alternar teimoso dos verdes, amarelos e vermelhos. Parte-se de lá com entusiasmo, e de cá com o opaco e arrastado aspecto do Arrudas, resignado em direção a outras bandas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-726313689628934895?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/726313689628934895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=726313689628934895&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/726313689628934895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/726313689628934895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2010/04/notas-esquecidas-no-bau-i.html' title='Notas esquecidas no baú I'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-9193243675166444812</id><published>2010-03-22T22:32:00.018-03:00</published><updated>2010-12-01T13:49:28.208-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esperança'/><title type='text'>"...on the road again"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/S6jkm8ik_CI/AAAAAAAAAKE/nZ5YUwVgo5A/s1600-h/img1.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451858706669304866" src="http://2.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/S6jkm8ik_CI/AAAAAAAAAKE/nZ5YUwVgo5A/s400/img1.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 211px; margin: 0 0 10px 10px; width: 282px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Súbito o caminho plano, larguíssimo e bem comportado surpreende a ti, sinuoso e estreito, um amontoado de buracos. Não fosse o breu da noite – bem sei – haveria maior confiança em prosseguir. Os faróis só se prestam para decisões imediatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teus olhos buscam sinal de algum destino, conhecido ou não, que ao menos torne plausível tal jornada, todavia o mato é alto, oculta as orientações que esqueceram à beira da estrada. És incapaz de distinguir qualquer uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu combustível, a inesperados e fugazes instantes, transmuta-se, vences cada quilômetro ora com a velocidade da precaução, ora com a inércia dos resignados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/S6jksdanaUI/AAAAAAAAAKM/9pvB3DH9AoM/s1600-h/img2.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451858801393625410" src="http://3.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/S6jksdanaUI/AAAAAAAAAKM/9pvB3DH9AoM/s400/img2.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 211px; margin: 0 0 10px 10px; width: 282px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante as asperezas, a despeito das sombras, quando menos estás a esperar, teu horizonte tinge-se de novas cores, combinações que há tempos te esqueceras de contemplar. Ao fim de uma curva, atrás dos morros, os primeiros raios da manhã e o teimoso afã de alcançar o que propuseste ao partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que te vês, de novo, na estrada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-9193243675166444812?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/9193243675166444812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=9193243675166444812&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/9193243675166444812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/9193243675166444812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2010/03/on-road-again.html' title='&quot;...on the road again&quot;'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/S6jkm8ik_CI/AAAAAAAAAKE/nZ5YUwVgo5A/s72-c/img1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-5140708841377144208</id><published>2010-01-31T16:05:00.011-02:00</published><updated>2010-12-01T13:27:03.002-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metallica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>O dia que, enfim, chegou</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É irresistível, eu não poderia deixar de registrar uma linha que fosse sobre a apresentação do Metallica ontem à noite no Morumbi. E como qualquer tentativa de relato que eu fizer não conseguirá transmitir uma noção sequer primária, ficam apenas umas breves impressões, resumido comentário deste escriba sobre um show que foi inteiro bom demais da conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram 2 horas ao longo das quais a banda conduziu o show e o público com maestria, a começar pela ordem das 18 músicas escolhidas (fizemos as contas enquanto vencíamos a pé o caminho do estádio ao carro). Ressalto aquelas nas quais o público respondeu tomando parte no espetáculo. Só o mais estoico fã conseguiria resistir às concentradas doses de Metallica e não integrar aquele coro de 68.000 vozes, que explodiu pela primeira vez no refrão de 'For Whom the Bell Tolls', ainda uma pequena amostra do que viria, mas que já imprssionava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos primeiros acordes de 'Sad but True', que já me deixaram com o coração na boca, pensei 'Agora esse povo não vai deixar passar um verso'. Não deu outra. Troço lindo! (-: E ainda não seria o apogeu. 'Master of Puppets' também empolgou muito. Mas a catarse veio mesmo com 'Enter Sandman'. O coro uníssono, a plenos pulmões, braços agitados, o rox se manifestando, clímax perfeito para encerrar a primeira parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns instantes, igualmente memoráveis, o povo cantou mesmo quando não havia versos a entoar, apenas acompanhando as guitarras. 'Fade to Black' foi um desses momentos. Bonito demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os momentos de êxtase contrastaram com outros em que o público parecia se conter. Foram bem menos pessoas que acompanharam, por exemplo, as 4 músicas do 'Death Magnetic', isso ficou muito evidente, exceção feita (mas não tanto assim!) a 'The Day That Never Comes', que nem acho uma das melhores do álbum. E mesmo nessas ocasiões, ninguém se dispersava, a julgar pela imensa quantidade de pontos luminosos produzidos pelas telas das câmeras digitais em ação e que, vistos de lá das cadeiras, pareciam formar várias constelações em meio à escuridão da pista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas surpresas cênicas foram reservadas para 'One' e 'Enter Sandman', com pirotecnia e uns lança-chamas que literalmente esquentaram o ambiente. O meu irmão ficou atento às guitarras e contou quantas foram utilizadas ao longo da apresentação, 6 pelo James Hetfield, o Kirk Hammett foi mais modesto, 4 apenas :-P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No bis, a plateia, conhecedora dos shows do Metallica, pediu em uníssono por 'Seek &amp;amp; Destroy'. A banda atendeu o clamor e, novamente, a participação do público, já iluminado pelos holofotes do estádio, impressionou, encerrando bem a noite. Valeu a longa espera desde o show cancelado em 2003. Valeu muito mesmo! (-:&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-5140708841377144208?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/5140708841377144208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=5140708841377144208&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/5140708841377144208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/5140708841377144208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2010/01/o-dia-que-enfim-chegou.html' title='O dia que, enfim, chegou'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-622465640894943692</id><published>2010-01-25T13:47:00.016-02:00</published><updated>2010-12-01T14:29:26.443-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engenharia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='civismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>E as margens plácidas?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nesses dias típicos de verão do Sudeste brasileiro, jornais publicam quase aos borbotões a catástrofe urbana. Sobram análises de especialistas, nas quais poucos tocam de fato com o dedo na ferida, também não é essa a preocupação deste post. Mas muito se comenta sobre a invasão das áreas de várzea que ocorreu nesta capital quando se noticia o transbordamento dos rios Tietê e Pinheiros a impedir o trânsito pelas Marginais. Acho engraçado que as matérias relacionem invasão das várzeas só com os grandes rios que cortam a cidade - aqueles dois e também o Tamanduateí, o Aricanduva, o Pirajuçara, basicamente. Ué, e tirando um ou outro corguinho de bairro, tem mais? Cerca de 1500 mais ou menos. E onde estão? Ocultos sob nosso sistema viário e nossas edificações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jesuítas fundaram o tosquíssimo Colégio de São Paulo dos Campos de Piratininga na colina onde hoje está o centro velho, àquela época cercada de um lado por um imenso alagadiço a que deram o nome de Várzea do Carmo, formada pelo sinuosíssomo Tamanduateí. Daquele quase pântano restou-nos a medonha área do Parque D. Pedro II. Do outro lado da colina, corria o rio Anhangabaú, bem embaixo do atual parque que separa de um lado o Theatro Municipal e do outro o edifício da Prefeitura, o Largo do Patriarca e o Mosteiro de São Bento. Ué, mas não há um túnel embaixo do parque? Sim, o rio passa embaixo do túnel, por isso ele é interditado a cada tormenta que desaba sobre a cidade e, quando as bombas não funcionam, a água vai até o teto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem trafega pelas avenidas 23 de Maio e 9 de Julho em geral não sabe que está a passear por cima do Itororó e do Saracura, rios que formam o Anhangabaú e que até o começo do século XX os paulistanos viam fluir por ali. Do ribeirão Pacaembu muitos sabem, por conta do piscinão construído sob a Praça Charles Muller. Mas ninguém conhece o ribeirão Sumaré, que lá está sob a avenida homônima. Causou horror semana passada a inundação do túnel Tribunal de Justiça - como pode, em pleno Itaim! Pois boa parte da Av. Juscelino Kubitschek foi construída sobre o córrego do Sapateiro, que sai do Parque do Ibirapuera em direção ao Pinheiros. Sob a Av. dos Bandeirantes corre o ribeirão da Traição, que por muito tempo foi divisa de São Paulo com o extinto município de Santo Amaro. A lista é grande: Tatuapé, Água Branca, Jaguaré, Direitos Humanos, Cambuci, tudo com avenida por cima. Bexiga, Lavapés, Ipiranga... Opa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses passei de carona pela Av. Ricardo Jafet durante uma forte chuva, e acompanhei ao longo do trajeto Museu do Ipiranga - Complexo Maria Maluf a repentina transformação do córrego que acompanha a avenida no caudaloso rio que invadiu as pistas. A proprietária do veículo se assustou quando eu brinquei que seu carro acabara de ser batizado pelo rio da Independência. "Que rio da Independência, o Ipiranga? Aquele do grito de 1822?". Creio que aos moradores da região essa informação não cause espanto algum, mas já perguntei a meu alunos se eles conhecem o famoso regato, as respostas foram quase todas desanimadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem atenta à letra do Hino Nacional Brasileiro, não deve fazer a menor ideia de que o Ipiranga de margens plácidas citado no primeiro verso hoje serve de escoadouro a tudo que é tipo de rejeito e tem seu concretado leito espremidíssimo entre as pistas de uma avenida congestionada e eternamente em obras. Francamente! Quando comento lá nas Minas com meus conterrâneos e familiares o que é o rio Ipiranga, o escândalo é inevitável, seguido da decepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fosse este um país sério, fosse esta capital uma cidade séria, haveria um cuidado muito maior em lembrar aos cidadãos o fato importante que ali se deu. Pode discordar o leitor, dizendo que para isso ergueram ali o belíssimo Museu, junto com o Parque da Independência. E por isso vão deixar que o rio se torne uma vala horrível? Pior ainda é o trecho em que ele é margeado pela Av. Tereza Cristina. Terrível! Caberia ali um parque linear? Preservaria a memória do lugar, tornaria mais concreta ao cidadão a velha lição das aulas de História, evitaria que veículos transitassem numa área sujeita a inundação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode esta parecer uma preocupação inútil em um país onde ainda sobram problemas a se resolver (Ah, a via é necessária para os deslocamentos, não se pode tirá-la de lá, como fica o trânsito?). Também não queremos inundações e desabamentos. Será mesmo? Reclamamos que ninguém exige a solução ou arregaça as mangas por pura falta de compromisso com o país, achamos um absurdo a inércia do Poder Público ante o colapso desta metrópole. Gozamos um feriado pelo aniversário da cidade, mas no fundo não nos importamos nem com a sua evolução, nem com as margens plácidas. A experiência passada, ao invés de fonte de aprendizado, é objeto de desprezo. O ciclo é vicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns, São Paulo. Que doravante tuas comemorações possam ser menos melancólicas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-622465640894943692?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/622465640894943692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=622465640894943692&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/622465640894943692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/622465640894943692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2010/01/e-as-margens-placidas.html' title='E as margens plácidas?'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-2440765388514312198</id><published>2009-11-03T21:37:00.006-02:00</published><updated>2010-12-01T14:18:00.246-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Minas Gerais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Notas crepusculares</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Viver nas grandes cidades é não poder reservar nem breves minutos para observações muito simples. Talvez por isso mesmo os urbanoides fiquem pasmados com um trivial pôr-do-sol, tanto que nesta capital piratininga há até praça com este nome, onde pode-se contemplar - ainda de graça! - bela cena crepuscular da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado como mudam as impressões fora da metrópole. Quem tem avós, tios ou pais que viveram na roça ou em vilas pequenas já deve ter ouvido que o entardecer no interior é muito melancólico. Não sei se, quando me disseram isso, não compreendi o sentido do comentário ou se reservei a mim o direito de discordar. Vai ver o consideram melancólico porque, como seres de hábitos diurnos, sejam sensíveis aos sinais da parte da natureza que se aquieta à medida que a escuridão se impõe. Mas bem conheço o entardecer na terra dos mares-de-morros, luz solar roçando o cocuruto das montanhas e o estreito fundo de vale mergulhado em penumbra, morros de um lado, morros de outro, horizonte tão recortado que parece esconder o sol sempre antes do tempo. Comum, mas não melancólico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pra eles o pôr-do-sol lá tingia-se de melancolia, é porque não viram o cair da tarde no interior paulista, de relevo bem comportado, que até hoje me chama a atenção pela monotonia das linhas, aquela amplidão indecente nos atirando à face nossa pequenina significância em um mundo tão vasto, dizendo "veja só o mundo, como é muito maior que o teu!"... No planalto paulista não há qualquer elevação que abrevie o arrastado extinguir das luzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isso, em pleno novembro, fiquei hoje boquiaberto no cerrado paulista com um belíssimo crepúsculo que parecia de inverno, evento raro até maio chegar. E, sinceramente, não é melancólico, seduz.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/SvDO-ealbII/AAAAAAAAAIM/YrZMde8R1sk/s1600-h/pordosol.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400043525929004162" src="http://1.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/SvDO-ealbII/AAAAAAAAAIM/YrZMde8R1sk/s400/pordosol.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 240px; margin: 0 10px 10px 0; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-2440765388514312198?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/2440765388514312198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=2440765388514312198&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/2440765388514312198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/2440765388514312198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2009/11/notas-crepusculares.html' title='Notas crepusculares'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/SvDO-ealbII/AAAAAAAAAIM/YrZMde8R1sk/s72-c/pordosol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-6645403253583121160</id><published>2009-08-13T16:19:00.003-03:00</published><updated>2010-12-01T14:41:40.958-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Obviedades I</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/SoRpnLXE6TI/AAAAAAAAAIE/-RJUJqVaLf8/s1600-h/cant.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369532777517869362" src="http://3.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/SoRpnLXE6TI/AAAAAAAAAIE/-RJUJqVaLf8/s400/cant.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 320px; margin: 0 10px 10px 0; width: 240px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há um ditado que diz que só paramos de aprender ao fecharmos os olhos pela última vez. É certo que, por motivos específicos, o dizer não se aplica a alguns indivíduos, mas não é deles que este &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; trata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As árvores crescem na direção em que melhor podem aproveitar a luz solar, aprendemos lá na escola. Elas não o fazem porque uma decide sobre o crescimento da vizinha, que faz o mesmo com a seguinte. Se posso assim dizer, cada uma simplesmente segue um princípio que lhe é vital; se tiverem de tomar outro lado ao crescer, tomam. Ao seguirmos a vida, refazemos algumas opiniões, não porque, como se costuma dizer, viramos a casaca, ao contrário, há ocasiões em que, por mantermos alguns valores inalterados, descobrimos uma melhor forma de proceder. Tais ajustes de rota nem sempre são fáceis. Podem ser dolorosos a quem é dependente da unânime aprovação alheia por haverem perdido a auto-confiança. Podem ser impossíveis para os que não entendem que uma opinião oposta à sua pode até ensiná-lo mais sobre um princípio que já defendia há muito tempo. Triste é quando vemos os primeiros se consumirem em se convencer ou serem aplaudidos e os últimos se desgastarem em esconjurar o próximo e ou convertê-lo forçosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(A despeito da metáfora, não virei leitor de obras de auto-ajuda, não gosto, e nada contra quem lê.)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-6645403253583121160?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/6645403253583121160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=6645403253583121160&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/6645403253583121160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/6645403253583121160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2009/08/obviedades-i.html' title='Obviedades I'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/SoRpnLXE6TI/AAAAAAAAAIE/-RJUJqVaLf8/s72-c/cant.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-1512174723112708272</id><published>2009-08-09T11:38:00.011-03:00</published><updated>2010-12-01T13:53:06.236-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Primeiro fim de semana da nova lei antifumo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desde a última sexta-feira, valem em todo o Estado de São Paulo as novas restrições ao ato de fumar em ambientes de uso coletivo, estabelecidas pela&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.leiantifumo.sp.gov.br/lei.php#map"&gt;nova lei antifumo&lt;/a&gt;. Não deixa de ser curioso que essa lei tenha começado a viger bem em um fim de semana, quando comumente é maior o movimento nos bares, baladas e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/Sn9mAT6wL5I/AAAAAAAAAH8/dokNqZZJlVg/s1600-h/cartaz.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368121436381654930" src="http://3.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/Sn9mAT6wL5I/AAAAAAAAAH8/dokNqZZJlVg/s400/cartaz.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 98px; margin: 0 0 10px 10px; width: 138px;" /&gt;&lt;/a&gt;Nos bares, espalharam pelas paredes afora o logotipo da lei, o mapa do estado formando um sinal de proibido fumar. E nem as mesas da calçada escaparam, espetaram o logotipo nos galhos das árvores próximas às mesas. Se um freguês levava a mão ao maço de cigarros, o garçom apontava com o indicador na direção da árvore que ostentava o aviso. Quem tentou negociar a proibição com uma conversinha, ouviu do garçom que, mesmo estando as mesas do lado de fora do bar, era aquele um ambiente de uso coletivo cedido ao uso do bar, o estabelecimento seria prejudicado se alguém fumasse ali, etc. Quem quisesse fumar, deveria descer o meio-fio. Assim alguns fizeram, aí a dificuldade era arrumar um lugar junto aos carros estacionados sem se jogar na frente dos veículos que passavam pela avenida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas todos sabemos que com criatividade se vence melhor os obstáculos da vida. Houve um sujeito que atravessou a pista carregando consigo uma cadeira, chegou no canteiro central, instalou a cadeira embaixo da árvore e ali ficou folgadamente a aproveitar seu cigarro. Em pouco tempo outros amigos da confraria se achegaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na esquina, um grupinho de fumantes se sociabilizava entre um cigarro e outro, mas sempre abaixo do meio-fio, nada de fumar na calçada. De vez em quando, alguém caminhava ao longo da frente do bar por entre as mesas com o cigarro aceso, talvez só para desfilar mesmo, tanto que sossegaram o facho quando viram que fregueses e garçons ignoraram solenemente a exibição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como infelizmente sobram neste mundo os espíritos de porco, houve quem driblou a lei de forma ignominiosa e, covardemente, foi fumar no banheiro. Como se a catinga se dissipasse ao jogar a bituca na privada e acionar a descarga, tsc tsc tsc... E o próximo ocupante do cubículo que se virasse para respirar lá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não-fumante, só tenho a elogiar os efeitos imediatos da lei. Não respirei fumaça fedorenta, minhas roupas não voltaram catingando a nicotina. Não obstante ser um beneficiado, sinceramente, eu questiono um pouco o método. Ficou uma coisa meio AI-5, se é que ainda há brasileiros nascidos pós-79 que saibam o que foi isso. Além disso, falta muito para que os ares desta Vila de Piratininga deixem de ser nocivos aos pulmões dos moradores, havendo ou não cigarros acesos pela rua afora. Os governantes até podem alegar que, para resolver isso, implantaram a tal da inspeção veicular ambiental e que também se estuda cobrar pedágio para trafegar no centro em dias de alta poluição do ar. Fingem que o problema pode se resolver com soluções-nas-coxas, pois é mais fácil do que colocar de fato o dedo na ferida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/Sn8UCZVU-yI/AAAAAAAAAH0/BxlpXersnio/s1600-h/Imag007.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368031312241556258" src="http://3.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/Sn8UCZVU-yI/AAAAAAAAAH0/BxlpXersnio/s400/Imag007.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;i&gt;São Paulo vista a partir da Serra da Cantareira - Maio/2009&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-1512174723112708272?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/1512174723112708272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=1512174723112708272&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/1512174723112708272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/1512174723112708272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2009/08/primeiro-fim-de-semana-da-nova-lei.html' title='Primeiro fim de semana da nova lei antifumo'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/Sn9mAT6wL5I/AAAAAAAAAH8/dokNqZZJlVg/s72-c/cartaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-7936310729202958591</id><published>2009-06-29T23:32:00.008-03:00</published><updated>2010-12-01T14:38:03.280-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Ainda vales ouro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sim, ultimamente vens perdendo adeptos. Incômoda, tua mudez soa-lhes intolerável. Evitam continuamente a ti, mesmo quando estão sozinhos, apelam a todo artifício, modernas engenhocas que também privam terceiros de tua companhia. Encaremos a verdade, ficaste anacrônico! Tens imensa lista de concorrentes muito mais sedutores a esses pobres. Acaso não te ocorreste a ideia do quanto te tornaste inconveniente a todos eles? Eis que belos autômatos, absortos em sua loucura, sua aflição os fagocita sem qualquer oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo eu, desde tenra idade teu entusiasta, admito haver provado uma gota da tua aridez de que tanto se queixam. Também conheci a tormenta com que costumas agitar-nos algumas noites. Todavia não permiti que se dissipasse a estima que tenho por ti, deixei-a encerrada naquele tosco baú ocasionalmente aberto se nos encontrávamos pelas trilhas da vida. Aquiesci, então, com outra chance, e a recompensa foi sublime! Trouxeste-me valiosíssimo tesouro, quem eu já não procurava há muito, voz que demorei a reconhecer e que levou ao colapso toda resistência que ainda se armava. Generosa, sorriu-me nos olhos. Amorosa, tocou-me o peito. Acolhedora, reconfortante abrigo em que novamente descansei. Agora percebo com maior clareza – tu que me levaste a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como entender os que aparentam uma pontinha de orgulho em te expulsar até das madrugadas frias desta metrópole? Insaciáveis, já tentam banir-te das vilas cravadas nas serras mais remotas. Néscios! Encaro a todos pesaroso. Respeitarei, contudo, sua decisão de continuarem a ferir seus ouvidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-7936310729202958591?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/7936310729202958591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=7936310729202958591&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/7936310729202958591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/7936310729202958591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2009/06/via-aurea.html' title='Ainda vales ouro'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-4818075873452756108</id><published>2009-06-16T13:56:00.008-03:00</published><updated>2010-12-01T14:36:36.827-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esperança'/><title type='text'>Tempo (km)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E como nos deixamos absorver por nossas obrigações quotidianas, que demandam cada vez mais horas de nosso dia e mais sábados e mais domingos, comumente levamos imenso susto quando algum acaso nos atira à cara indícios da passagem do tempo. Às vezes os amigos mandam emails sugerindo links para comerciais de nossa infância no YouTube. Um dia o professor se dá conta de que seus alunos foram alfabetizados na época em que ele entrara na universidade. De repente, o filho que viste nascer põe-se de pé e vence alguns metros da sala sozinho e sem escoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/SjffhEtWNzI/AAAAAAAAAHk/8KqYdQyAz1Q/s1600-h/painel.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347988841818371890" src="http://4.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/SjffhEtWNzI/AAAAAAAAAHk/8KqYdQyAz1Q/s400/painel.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 324px; margin: 0 0 10px 10px; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;Há quem dê à expressão metafórica "caminhos trilhados na vida" um sentido mais literal, e mede suas experiências em km rodados. Esses costumam se assustar com a passagem do tempo ao olharem o hodômetro do carro. E cada quilometragem redonda é como se fosse uma idade marcante. Eu ainda não cheguei a esse extremo, mas confesso que abro um sutil sorriso quando vejo exposto no painel 10.000km, 20.000km, etc. Infelizmente deixei passar a marca dos 50.000, mas a foto dos 51.000 ficou bonita assim mesmo. Se eu fosse judeu, até poderia me resignar dizendo que foi melhor assim por causa da hora em que a foto foi tirada. Mas confesso que no momento do 50.000 não havia condições de brecar o carro e documentar o evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No histórico, momentos de gozo, outros de choro, conselhos dados, alguns recebidos, madrugadas frias, sol esturricando, maresia, alto de serra, verdades doces e amargas, asfalto impecável, algum atoleiro, granizo barulhento, luar de cinema, água com gasolina, bicicleta pendurada. E por que as pessoas se incomodam tanto quando contemplam sua própria idade?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-4818075873452756108?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/4818075873452756108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=4818075873452756108&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/4818075873452756108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/4818075873452756108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2009/06/e-como-nos-deixamos-absorver-por-nossas.html' title='Tempo (km)'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/SjffhEtWNzI/AAAAAAAAAHk/8KqYdQyAz1Q/s72-c/painel.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-2086634698192614281</id><published>2009-06-05T13:43:00.009-03:00</published><updated>2010-12-01T14:27:36.745-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>E aí, foi bom pra você?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/Si_8AmvxvdI/AAAAAAAAAHc/tOPqR0TxGsA/s1600-h/abacaxi.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345768370043207122" src="http://1.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/Si_8AmvxvdI/AAAAAAAAAHc/tOPqR0TxGsA/s400/abacaxi.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 149px; margin: 0 0 10px 10px; width: 201px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Podemos ter a sorte de trabalhar na área do conhecimento em que nos formamos - sim, hoje isso é privilégio - ou em uma instituição que nos agrada, mesmo assim é comum nos delegarem, de vez em quando, um abacaxi incômodo de se descascar. Então, seja porque não há mais ninguém disponível que o assuma, ou porque seremos regiamente pagos pelo trabalho extra, ou simplesmente porque temos dificuldade em falar 'não', passamos a dedicar boas horas do nosso dia à tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se trata de um trabalho que atropela totalmente nosso planejamento, por mais aflição que isso possa nos causar, podemos encarar como um estímulo para concluí-lo o quanto antes. Nesse caminho, percebemos que a paciência é uma virtude de contínuo aprendizado e aperfeiçoamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem dera eu fosse um sujeito assim tão elevado, ao contrário, quando penso que aprendi a abstrair o que não me agrada, eis que minha gastrite vem confirmar o que um professor proferiu sobre minha médica, "Não é café que te faz mal ao estômago". Em geral se opta por esse segundo caminho, o do desgaste. Todavia sou forçado a admitir que, de uns tempos pra cá, venho conseguindo notas um pouco mais honrosas nessa disciplina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, passado o tempo necessário, reparamos que o abacaxi está devidamente descascado, cortado e pronto para servir. Podemos enfim voltar à vaca fria, provavelmente não sem alguns dissabores, mas sem dúvida com mais bagagem, na cabeça e no espírito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-2086634698192614281?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/2086634698192614281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=2086634698192614281&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/2086634698192614281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/2086634698192614281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2009/06/e-ai-foi-bom-pra-voce.html' title='E aí, foi bom pra você?'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/Si_8AmvxvdI/AAAAAAAAAHc/tOPqR0TxGsA/s72-c/abacaxi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-2795370107714411615</id><published>2009-04-06T12:00:00.012-03:00</published><updated>2010-12-01T13:34:24.826-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='civismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Brasileiros desde criancinha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ao lado do edifício em que resido funciona uma escola particular, ali estabelecida há quase cento e vinte anos. Como as janelas do apartamento são voltadas ao pátio da escola, me habituei rapidamente a um costume seu de toda segunda-feira: o hasteamento da Bandeira Nacional devidamente acompanhado pela execução do Hino Nacional Brasileiro. Afora o pieguismo - meus olhos se enchem d'água em determinados versos do poema, quem dera fosse por ufanismo - de fato julgo se tratar de um momento muito precioso. E hoje me surpreendi, pois a chuva que caía nesta manhã não impediu a realização do momento cívico. Não houve hasteameno, mas executaram o Hino com as crianças abrigadas num pedacinho coberto do pátio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntaria o leitor onde está o motivo da surpresa. Sejamos honestos, em quantas escolas particulares hoje assistimos, pelo menos, a execuções do Hino Nacional com alguma frequência? Há aquelas que ainda o fazem na véspera do 7 de setembro, outras poucas pelo 15 de novembro. Pelo 21 de abril, então, se bobear só em Minas e olhe lá. Aliás, quem acerta o que se comemora nas três datas supracitadas sem titubear?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o desprezo para com o 7 de setembro já escrevi em 2007, quando ao andar por toda a extensão das Marginais Tietê e Pinheiros não vi uma referência sequer às cores nacionais no dia da Independência. Na verdade, tudo culpa nossa mesmo, tem gente que ignora a existência da lei que regula execuções do Hino, hasteamentos da Bandeira, uso das Armas Nacionais. E já que falamos nela, a &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L5700cons.htm"&gt;Lei Federal 5.700/71&lt;/a&gt;, está lá em seu Art.14: &lt;i&gt;"Nas escolas públicas ou particulares, é obrigatório o hasteamento solene da Bandeira Nacional, durante o ano letivo, pelo menos uma vez por semana."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos a lei, não a fazemos valer e depois reclamamos que não zelamos pelas instituições nacionais, pelo estado brasileiro, que não nos vemos como nação, etc etc etc. E como a lei que já existe não é cumprida, estão tratando de criar outra (&lt;a href="http://www.camara.gov.br/sileg/integras/632415.pdf"&gt;Projeto de Lei 4627/09&lt;/a&gt;) para corrigir a redação da atual e tornar obrigatória e diária a execução do Hino Nacional nas escolas. A alegação principal do deputado que propõe a alteração é que notamos vários de nossos jogadores ficarem de boca fechada durante a execução do Hino na abertura dos jogos de futebol, inclusive os que ainda se dão ao trabalho de simular movimentos labiais na tentativa risível de camuflar para as câmeras de televisão o desconhecimento da letra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que por motivo louvável, parece-me a iniciativa do deputado um desperdício de energia. Podia-se gastar os mesmos esforços em fazer cumprir o que já está estabelecido desde 1971 - execuções pelo menos semanais. Seria suficiente para evitar a difusão de outro péssimo hábito que já presenciei em muitos eventos oficiais: a patética salva de palmas terminada a execução do Hino, também proibida pela lei de 71. E nada garante que essa "nova" obrigação será cumprida; o que a impediria de se tornar letra morta como a atual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos de fato patriotas muito desleixados. E se decorar o Hino Nacional não torna ninguém obrigatoriamente cidadão participativo e consciente, os que não têm alguns hábitos cultivados desde cedo também não vão encarnar por milagre o espírito cívico ao tirar o título de eleitor, que será só mais um de outros mil documentos que a burocracia nos cobra para não nos travar a vida. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-2795370107714411615?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/2795370107714411615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=2795370107714411615&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/2795370107714411615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/2795370107714411615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2009/04/brasileiros-desde-criancinha.html' title='Brasileiros desde criancinha'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-7912845797205579441</id><published>2009-04-02T20:37:00.006-03:00</published><updated>2010-12-01T14:24:12.692-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Uma rapidinha pra fechar o dia</title><content type='html'>E quem também não acha que 513 deputados federais ainda não proporcionam emoções suficientes a este impávido colosso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-7912845797205579441?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/7912845797205579441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=7912845797205579441&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/7912845797205579441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/7912845797205579441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2009/04/uma-rapidinha-pra-fechar-o-dia.html' title='Uma rapidinha pra fechar o dia'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-6617434593702930474</id><published>2009-04-01T08:19:00.004-03:00</published><updated>2010-12-01T13:37:02.709-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Paciência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;do Lat. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;patientia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;s.f.&lt;br /&gt;Qualidade de paciente;&lt;br /&gt;Virtude de quem suporta males e incômodos sem queixumes nem revolta;&lt;br /&gt;Qualidade de quem espera com calma o que tarda;&lt;br /&gt;Perseverança em continuar um trabalho apesar de suas dificuldades e demora;&lt;br /&gt;Nome que se dá a vários entretenimentos com cartas de baralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bot.&lt;br /&gt;Planta poligonácea (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rumex patientia&lt;/span&gt;); labaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;interj. com que se exorta a essa virtude.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos, há dias em que só é fácil encontrá-la no dicionário mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-6617434593702930474?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/6617434593702930474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=6617434593702930474&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/6617434593702930474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/6617434593702930474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2009/04/paciencia.html' title='Paciência'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-2935589991459610071</id><published>2009-03-17T15:10:00.009-03:00</published><updated>2010-12-01T14:19:07.839-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Pós-25 (ou "bedjera")</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;"Depois dos 25, é ladeira abaixo".&lt;/i&gt; Ouvi essa frase aos 26 ou 27 anos, quando resmungava durante uma consulta médica contra os resultados de um exame de sangue. Que ousadia a daquela resma de papel a me acusar de abusos com LDL e triglicerídeos? &lt;i&gt;"Isso é coisa de velho, doutor, nunca tive dessas macacoas antes"&lt;/i&gt;, e o médico foi categórico: &lt;i&gt;"Meu caro, deixe eu te dizer uma verdade nada agradável: depois dos 25, é ladeira abaixo mesmo!"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá pra cá repito esse axioma para os amigos, que também confessam se sentir corroborando o dito do médico. &lt;i&gt;"É a 'bedjera' chegando!"&lt;/i&gt; E o axioma fez-se dogma, ao qual eu recorro mais para justificar eventuais lapsos de memória, mesmo sabendo não ser exatamente esse o contexto em que deveria ser aplicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora resolveram formalizar a coisa cientificamente. O Globo Online publicou hoje: &lt;a href="http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2009/03/16/capacidade-mental-comeca-diminuir-aos-27-anos-diz-estudo-754855080.asp"&gt;"Capacidade mental começa a diminuir aos 27 anos, diz estudo"&lt;/a&gt;. Tudo bem, 2 anos está dentro do desvio padrão. Mas brequei a comemoração ao ler que, especificamente no caso da memória, o estudo aponta que ela fica intacta até os 37 anos em média. Pois é, aí fiquei fora até do desvio padrão. Mas faz mal não, nunca tive problemas em me assumir como velho desde, desde, sei lá desde quando. É até bom, às vezes tacham umas opiniões minhas como um tiquim intolerantes ou antiquadas. &lt;i&gt;"É gente velha que pensa assim!", "Uai, mas eu sou velho, você queria o quê?"&lt;/i&gt; E a pessoa fica sem argumento :^)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há também vantagens sob aspectos mais comezinhos da vida. Ano passado - não, acho que foi em 2007, não sei ao certo - criei vergonha na cara e comprei uma dessas estantes de plástico antes que os vários livros que já não cabiam na prateleira iniciassem uma revolução e me exilassem de meu próprio quarto. Em poucos meses já não cabia nada mais na estante nova, atualmente envergada já. Tsc tsc tsc... demorei a me dar conta de uma outra verdade: pra quê comparar mais livro se, com essa memória volátil, pode-se reler a mesma história que se continua sem saber o que vai rolar na página seguinte? Corolário: bastam 20 livros na estante para garantir leitura o resto da vida (Morwen, 2008. Não, acho que 2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é que continuo me esquecendo disso quando vou nos sebos do centro ou na Livraria Cultura. &lt;i&gt;"É a 'bedjera' chegando!"&lt;/i&gt; :^D&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-2935589991459610071?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/2935589991459610071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=2935589991459610071&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/2935589991459610071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/2935589991459610071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2009/03/pos-25-ou-bedjera.html' title='Pós-25 (ou &quot;bedjera&quot;)'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-919718358997332865</id><published>2009-03-04T22:54:00.012-03:00</published><updated>2010-12-01T14:21:46.565-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esperança'/><title type='text'>Confesso</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/Sa9BRNxKfGI/AAAAAAAAAEo/NDEOzNV_v8A/s1600-h/passagem.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309534249702554722" src="http://4.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/Sa9BRNxKfGI/AAAAAAAAAEo/NDEOzNV_v8A/s320/passagem.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 278px; margin: 0 10px 10px 0; width: 186px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;Agudas, limosas, oblíquas, rolantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Degraus, escoras, alicerce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, meu conterrâneo, são muitas delas no meio do caminho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansativo, embora sem elas, por vezes, não exiba a mesma graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em outras, nenhum sentido.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-919718358997332865?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/919718358997332865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=919718358997332865&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/919718358997332865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/919718358997332865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2009/03/confesso.html' title='Confesso'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TvlxA25pbkk/Sa9BRNxKfGI/AAAAAAAAAEo/NDEOzNV_v8A/s72-c/passagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-520135578879674832</id><published>2009-03-03T14:12:00.018-03:00</published><updated>2010-12-01T14:24:42.682-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>Kassab e Jânio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Conta-se que, quando prefeito da capital paulista pela segunda vez, Jânio Quadros, já com a saúde abalada, descuidou dos gastos da prefeitura. No segundo semestre de 1988, o último de sua gestão, não houve verba, por exemplo, para a compra das lâmpadas dos semáforos da cidade. Eu ainda não morava aqui, mas cidadãos conscientes e atenciosos, classe cada vez mais rara, já me falaram desse episódio algumas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contamos desde então 20 anos, e por esses dias recordo tal história no percurso casa-trabalho. A quantidade de semáforos com lâmpadas apagadas é danada! Braz Leme, Sumaré, Pacaembu, Pedroso de Moraes, Heitor Penteado, Cruzeiro do Sul, em todas essas avenidas podemos contar semáforos caolhos, quando não totalmente apagados, em pelo menos um de seus cruzamentos. Voluntários da Pátria, Mourato Coelho, Canadá, viadutos da Vergueiro sobre a 23 de Maio... Parece que a razão desta vez não é caixa vazio, houve problemas no cronograma da licitação para compra das lâmpadas. A se cumprirem os prazos comumente observados em tais trâmites...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser esta uma das premissas do tal choque de gestão: &lt;i&gt;"Chefe, precisamos de lâmpadas para os faróis, vamos licitar!", "Que licitar nada, pega mais uma lá no almoxarifado", "Chefe, já zeramos o estoque!", "Relaxe, meu caro, o congestionamento na cidade só piora, para que mais lâmpada daqui pra frente?"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-520135578879674832?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/520135578879674832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=520135578879674832&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/520135578879674832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/520135578879674832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2009/03/kassab-e-janio.html' title='Kassab e Jânio'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-5835725872940436036</id><published>2008-12-22T18:24:00.038-02:00</published><updated>2010-12-01T14:33:55.029-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Minas Gerais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Breve Guia Rodoviário Mesa 42 - parte I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como é tradição, nas vésperas das comemorações natalinas esta Mesa dá um tempo à poluição e à balbúrdia paulistanas, levanta acampamento e se instala em terras d'além-Mantiqueira. Esse ano, cumprindo seu papel cívico, vem publicar breves relatos para orientação àqueles que pretendem comer asfalto por nossas estradas em grande parte das vezes tão largadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar pela BR-381/Rodovia Fernão Dias. Embora a cobrança de pedágio só tenha se iniciado em duas praças próximas à Região Metropolitana de Belo Horizonte (km 659 e km 546), as intervenções estão em andamento ao longo de todo o trecho Sampa-BH. E aí a porca torce o rabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos pontos em que segue a construção das outras praças, o trânsito se dá em apenas uma faixa nos dois sentidos. A primeira dessas obras está em Vargem/SP, a 7 km da divisa com Minas. No último sábado, levava-se às 6 da manhã mais de 45 minutos para percorrer parcos 4 km. De vez em quando, à margem da fila rastejante, uns carros abalroados momentos antes ou outros com o capô levantado a mostrar uma fumacinha oriunda do sistema de arrefecimento. Esposas preocupadas, crianças brincando, adolescentes emburrados, cães empolgados com o mato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As obras das praças de Cambuí (km 902), São Gonçalo do Sapucaí (km 804), Carmo da Cachoeira (km 733) e Carmópolis de Minas (km 596) também causaram congestionamentos, mas de impacto menos incisivo que o de Vargem. O atraso total da viagem foi de aproximadamente 1h30min, o que não é muito frente a alguns eventos registrados em meu histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda a extensão, a condição do pavimento é boa em geral. Havia trechos muito esburacados, notadamente o paulista, primeiro a ser duplicado e que muito antes do previsto se deteriorou bastante - não sei por que. Mas já começou a execução do método da mais alta tecnologia brasileira de manutenção rodoviária, o tapa-buracos. Há segmentos em que estão refazendo o revestimento. Em ambos os casos, o trânsito se dá em uma única faixa, o que faz a velocidade média despencar. Antes isso, porém, a não conservar coisa alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa belorizontina noticiava até semana passada que o trecho de pior condição em Minas era exatamente o situado entre as praças de pedágio que já estão a cobrar. Tiveram a pachorra de contar o número de buracos. No sábado poucos não estavam cobertos, mas como aqui os céus estão a se desfazer em águas, e o tráfego de caminhões é intenso, suspeito que esse &lt;i&gt;band-aid&lt;/i&gt; não vai durar nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar nas chuvas, o rio Paraopeba, que fez bastante estrago por aqui nos dias anteriores, felizmente não impedia a passagem pela ponte entre São Joaquim de Bicas e Betim, embora ainda se mostrasse cheio demais da conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notei a retirada de poucas placas, a sinalização está boa. Ela foi toda refeita durante as intermináveis obras de duplicação realizadas pelo Governo Federal desde a década de 90 e estava bem mantida, a exceção de uma placa ou outra amassada ou danificada pelo fogo - tá, o trecho paulista, que ficou pronto primeiro, já estava bem capenga. Na listagem de obras e melhorias previstas pela concessionária e &lt;a href="http://www.ohlbrasil.com.br/"&gt;disponíveis na internet&lt;/a&gt;, nada relativo a sinalização é discriminado - óbvio, nós já bancamos. De fato não teríamos como usar a via sem sinalização adequada, foi necessário. Mas é questionável o Governo primeiro gastar horrores com as obras de recuperação - de má qualidade -  primeiro arcar com as pelancas e os ossos e depois conceder o filé mignon da exploração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não houve tempo de instalarem telefones de apoio ao usuário, mas ao longo da estrada há divulgação do 0800. O site da concessionária ainda é muito simples e não informa as condições de segurança ao longo da via, fica então o serviço de utilidade pública desta Mesa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-5835725872940436036?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/5835725872940436036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=5835725872940436036&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/5835725872940436036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/5835725872940436036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2008/12/breve-guia-rodovirio-mesa-42-parte-i.html' title='Breve Guia Rodoviário Mesa 42 - parte I'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-102010171588087209</id><published>2008-12-08T14:45:00.004-02:00</published><updated>2010-12-01T14:20:14.712-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Nossas casas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tristeza vermos nossas casas entregues aos ratos. Lá crescemos, tivemos formação, acolhedoras, umas dadivosas por natureza, outras orgulhosos de seu zelo bastante confundido com rigor arcaico, são tantas, e todas elas perdem seu viço paulatinamente, um ruir quase em surdina. Triste, porque nelas ainda habitam quem poderia manter sua fortaleza, alguns chegam mesmo a se mobilizar, teimam, mas a cegueira - ou a indiferença - de muitos são o combustível mais potente dos que as assolam com sua mesquinhez. Triste, porque há quem aponte o caminho correto, e são palavras ao vento, sua resistência é pífia ante a inércia gigantesca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, a família? Uai, graças a Deus, vai muito bem, obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos, pois, às casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sabendo que elas, infelizmente, permanecerão entregues aos ratos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-102010171588087209?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/102010171588087209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=102010171588087209&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/102010171588087209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/102010171588087209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2008/12/nossas-casas.html' title='Nossas casas'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-2086904040543612798</id><published>2008-11-30T19:34:00.002-02:00</published><updated>2010-12-01T13:39:14.851-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engenharia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><title type='text'>Ocasião ou afinidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Outro dia um aluno veio me consultar sobre a situação do mercado de trabalho para o engenheiro recém-formado que quer se manter fiel à causa e não ceder às tentações para atuar no setor financeiro. Dúvidas de quem assistiu no início do ano a uma grande procura por profissionais de Engenharia no mercado e está para entrar na etapa final do curso, pensando no estágio já como uma garantia de trabalho ao fim da faculdade. &lt;i&gt;"Fico no banco onde sei que vou garantir um salário bacana ou largo tudo e vou para uma empresa de projeto?"&lt;/i&gt; A questão é mais velha que andar pra frente e ainda hoje martela na cabeça dos graduandos com bastante freqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu cursava meu primeiro ano da graduação, alguns professores do curso me disseram que apenas 20% dos engenheiros formados nas últimas turmas trabalhavam na área de Engenharia. Dos 80% restantes, a maioria estava empregada na área financeira. Era uma época pouco promissora para os engenheiros. A economia, apesar do recente Plano Real, em amarga recessão, o governo promovendo corte de investimentos em infra-estrutura - &lt;i&gt;pois, no julgamento de alguns partidos políticos, eram gastos públicos&lt;/i&gt; - num país em que o maior cliente, o dono dos maiores projetos de Engenharia é o Estado. Com cada vez menos projetos de grande vulto, as empresas de Engenharia, que tiveram seu apogeu no governo militar, ofereciam escassas vagas e por salários achatadíssimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os motivos que levavam a área financeira receber os engenheiros de braços abertos eram conhecidos e publicados em reportagens sobre mercado de trabalho: raciocínio lógico, facilidade de abstração e de sistematização dos problemas, familiaridade com a matemática, etc etc etc. Talvez por isso a procura pelos cursos de Engenharia tenha resistido ao período de vacas magras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa das empresas em que fiz estágio, um engenheiro com mais tempo de janela do que eu de vida comentou certa vez que, do jeito que a Engenharia andava em baixa, e com o país necessitando cada vez mais de infra-estrutura, veríamos um dia as empresas trazerem engenheiros do estrangeiro para suprir as vagas abertas por falta de profissionais no mercado. O tempo voou e ano passado vivemos a euforia do PAC, dos indicadores sócio-econômicos favoráveis, o país transformado em um grande canteiro de obras. Da noite para o dia, as empresas de Engenharia saíram à cata de profissionais. &lt;i&gt;Os bons tempos da Engenharia voltaram!&lt;/i&gt;, ouvi de alguns. Corriam relatos de que várias delas adotaram como alternativa trazer funcionários de seus escritórios no exterior. Por quê? Onde estavam os engenheiros? Boa parte no mercado financeiro, e muitos dos que se propunham a preencher essas vagas não tinham boa formação técnica segundo os avaliadores. Curiosamente, no entanto, não vi comentarem algo que ainda era um problema, os salários oferecidos, que apesar da substancial melhora, continuavam desinteressantes frente às objetáveis condições de trabalho que os engenheiros sabem vigorar no ambiente corporativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem estabelece diretrizes na vida apenas no sentido de ganhar o máximo de dinheiro possível tem como problema nessa vã tarefa identificar corretamente a "crista da onda", quando ela vem, de que direção virá, ou seja, qual o caminho mais fácil a se percorrer. Encerramos 2008 com uma pulga atrás da orelha sobre até que ponto o festejado desempenho econômico do país será prejudicado pela retração da economia de alguns dos nossos primos ricos. Continuará chovendo na horta do engenheiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia tem altos e baixos, e assim também é nosso mercado de trabalho. Particularmente acho muito arriscado a gente se orientar por sombra de avião, mudanças sempre ocorrem, e temos de estar bem preparados para quando elas chegarem. Uma boa formação é um dos pontos que nos auxilia. E, convenhamos, nas instituições de ensino de excelência não são poucos os apertos, sobram perrengues, mesmo fazendo o curso do qual gostamos. O que não deve ser passar esses apertos num curso que não nos seduz em nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expliquei todos esses parágrafos há uns dias para outro aluno, de início de curso, que estava inseguro sobre por qual dos cursos da área de Eng. Civil optar lá na faculdade no fim deste semestre. Pergunta básica: &lt;i&gt;"Você sente que tem mais afinidade com qual dos dois cursos?"&lt;/i&gt;. Recebi um balde de água gelada: &lt;i&gt;"Na verdade com nenhum deles, eu queria mesmo era ser administrador, meu sonho é atuar no mercado financeiro, mas entrei na Engenharia porque meu pai exigiu, disse que era a forma mais garantida de eu trabalhar no que eu queria. Então, professor, o que me aconselha?"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garçom, por favor traz mais uma no capricho, que essa conversa ainda vai rolar por muitos, muitos anos ainda...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-2086904040543612798?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/2086904040543612798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=2086904040543612798&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/2086904040543612798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/2086904040543612798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2008/11/ocasio-ou-afinidade-oportunidade-ou_30.html' title='Ocasião ou afinidade'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-3230331940237223071</id><published>2008-11-09T23:02:00.023-02:00</published><updated>2010-12-01T13:40:38.042-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='culinária'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Minas Gerais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Tarefas gostosas... mas e tempo pra elas?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Esta minha geração, coitada, tá danada. A despeito dos tão festejados indicadores de aquecimento da economia nacional - &lt;i&gt;sim, até a crise chega com atraso por aqui&lt;/i&gt; - uma parcela considerável de meus contemporâneos ainda corta um dobrado para conseguir emprego, em geral por conta da má qualificação - &lt;i&gt;o crescente degringolar da educação e de nossos educandos é assunto pra outro post&lt;/i&gt;. Ao mesmo tempo, quem está empregado sofre com a famosa "correria", falta de tempo, excesso de trabalho, estresse, estafa, seja por não se encontrarem profissionais gabaritados para contratação, seja por abuso do empregador, ou mesmo por efeito desse discurso falacioso de que o homem moderno não pode perder tempo e outras bobagens similares que se tornaram dogma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sobre uma das perdas impostas aos pertencentes a esse segundo grupo, os "fagocitados pelo sistema", que quero falar rapidamente. É um luxo hoje o cidadão poder, no horário do almoço, ir em casa fazer sua refeição, preparada do jeitinho que ele gosta, sem falar da economia que isso proporciona. Se isso já está ficando difícil, raríssimos são os que reservam um tempinho para se aventurar na cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou bom cozinheiro, meu referencial é muito viesado, minha mãe é ótima cozinheira, minha avó cozinhava bem, tias idem, meu pai também não faz feio - &lt;i&gt;quem mandou vir ao mundo no seio de uma típica família mineira&lt;/i&gt;. Mas eu me arrisco na cozinha, e gosto. Reconheço que não vou além do trivialíssimo - &lt;i&gt;ah, sim, em Minas couve se inclui no trivialíssimo&lt;/i&gt; - até porque não sou aficcionado por pratos requintados, um mexidão* bem feito já me aguça o apetite. Mas há aqueles dias em que a inspiração, para o bem ou para o mal, te sugere umas estripulias. Raras vezes, por exemplo, me propus a cozinhar feijão, com resultados que em nada apeteceram. Em compensação me dá prazer descobrir um truque novo num prato absolutamente corriqueiro, como um tempero diferente, uma combinação inédita ou em proporção mais ousada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente é só nos finais de semana que consigo tempo para pilotar o fogão. E hoje, enquanto picava a cebola, relembrei de como preparar a comida é uma boa higiene mental. Descascar, cortar, picar, ralar, socar, dosar, misturar, você pratica a matemática e a coordenação motora enquanto se distrai. E evita a comida de plástico dos shoppings abarrotados aos domingos. É claro que cozinhar para uma família imensa diariamente é tarefa pesada, mas não é o caso de quem mora sozinho, ou apenas com a(o) esposa(o).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São hábitos que nos fazem bem, mas que, por não combinarem com a pressa crônica de nossa época, são abandonados. Dia desses vi um documentário sobre quituteiras do interior do país, como é assustadora a nós, que por pressa usamos microondas para esquentar um copo d'água, a paciência que elas dedicam àquele momento, ciosas de que cada etapa exige seu tempo certo, a colher de pau mexendo em lentas rpm, arte aprendida e aperfeiçoada ao longo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas tarefas que nos fazem bem exigem tempo. A natureza, em vários de seus processos úteis ao Homem, da mesma forma o exige. É um aprendizado que teimamos em jogar fora mas que, me incluo na lista, precisamos revalorizar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(*) &lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Em família, é também chamado de mexidinho. Aos que não conhecem essa iguaria, descrevo-a com as palavras do viajante inglês Richard Burton, que a experimentou de passagem por Lagoa Dourada em 1867 e registrou em seu livro: &lt;i&gt;"é a denominação burlesca de um prato (composto de) carne, arroz, feijão, farinha e outras coisas, tudo misturado e comido com colher"&lt;/i&gt;. Deve ser a mais antiga referência bibliográfica sobre o mexidão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-3230331940237223071?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/3230331940237223071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=3230331940237223071&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/3230331940237223071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/3230331940237223071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2008/11/pequenas-tarefas-to-gostosas-mas-e.html' title='Tarefas gostosas... mas e tempo pra elas?'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-4020473671386875529</id><published>2008-10-27T00:29:00.015-02:00</published><updated>2010-12-01T14:31:06.409-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='civismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Minas Gerais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>Se é assim em nossa democracia, assim será</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dia desses vasculhei minha pequena bagunça em busca de comprovantes de votação e ou justificativa dos últimos dois pleitos para solicitar um documento. Achei-os junto com canhotos de votações ainda mais antigas, e me dei conta da baixa freqüência com que, de fato, votei em um candidato nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me mudei para a capital de São Paulo há quase doze anos. No início, como meu vínculo com a cidade era quase nulo, ao passo que minhas relações sociais ainda aconteciam preponderantemente do lado de lá da Mantiqueira e do Paraíba do Sul, sempre me envolvia muito mais com processos eleitorais de lá do que com os daqui. O vínculo crescente com São Paulo foi me despertando interesse pelas decisões políticas desta cidade. Contribuía para isso, confesso, o péssimo nível dos candidatos à prefeitura lá da terrinha. Não obstante a roubalheira explícita de alguns que por lá passaram, a cidade chegou mesmo a eleger um deles sob a vergonhosa e esfarrapda desculpa do &lt;i&gt;"rouba, mas faz"&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei, assim, sem escolher um prefeito durante toda essa fase paulista, teclar na urna eletrônica só nas eleições para presidente e governador, nas quais quase sempre fiz questão de comparecer. E enquanto meu interesse pela política municipal da terrinha minguava, sempre demonstrava simpatia por algum candidato em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano passado, finalmente, transferi para cá meu título - e agora com RG e CNH emitidos aqui, foi inevitável me tornar cidadão paulistano, mas o &lt;i&gt;"uai"&lt;/i&gt; faço questão de manter! - e estrearia justamente numa eleição municipal. Hoje nas duas cidades houve segundo turno. Tanto lá como aqui o debate teve seu foco mudado das questões essenciais para a desmoralização pessoal. Aqui nenhum dos postulantes me seduziu em absolutamente nada, o que venceu não penso que vá trazer nada do que a cidade efetivamente necessita, e a que perdeu eu tenho dúvidas de que viesse a fazer tão melhor. Lá, no entanto, pela primeira vez, vi despontar um nome a quem valia a pena dar uma chance, concorrendo com um nome conhecido, cuja gestão anterior não deu nenhuma feliz lembrança para o cidadão que se importa com a evolução da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, não creio que a terrinha terá do que se orgulhar nos próximos quatro anos. Verdade que meu voto lá não alteraria o resultado, da mesma forma que aqui esse ano ele de nada valeu. Isso não me incomoda, não encaro eleição como jogo do bicho ou da loteria. O que me frustra de fato é ver aqui uma perda de tempo e energia imensa, na campanha e no porvir, e lá um indigesto retrocesso cujo preço eu torço para que não seja muito alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui a dois anos tem mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-4020473671386875529?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/4020473671386875529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=4020473671386875529&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/4020473671386875529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/4020473671386875529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2008/10/se-assim-na-democracia-que-fazemos.html' title='Se é assim em nossa democracia, assim será'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5817650387570828438.post-7972967151345341868</id><published>2008-10-25T17:20:00.004-02:00</published><updated>2008-10-25T18:14:25.220-02:00</updated><title type='text'>Da reabertura desta mesa</title><content type='html'>E após 3 anos de ostracismo, esta mesa retorna à atividade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5817650387570828438-7972967151345341868?l=mesa-42.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesa-42.blogspot.com/feeds/7972967151345341868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5817650387570828438&amp;postID=7972967151345341868&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/7972967151345341868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5817650387570828438/posts/default/7972967151345341868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesa-42.blogspot.com/2008/10/da-reabertura-desta-mesa.html' title='Da reabertura desta mesa'/><author><name>Lud</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00988561162285292977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XaPjOyfu6so/TtFvkZIgHRI/AAAAAAAAAds/yD_lSLp8tgI/s220/foto_2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
